Cena Australiana. O som do outro lado de lá.

Cangurus, surfistas louros se esfolando em recifes de coral e uma porrada de novas bandas de synth-rock. A Austrália fica do outro lado do globo, literalmente, mas a coisa anda tão efervescente por lá quando o assunto é misturar sintetizadores com adrenalina roqueira que o Van She - grupo formado em 2005 que nem álbum lançado ou uma carreira consolidada tem - já foi escalado como uma das principais atrações do festival brasileiro Nokia Trends desse ano.

Eles vão dividir o lineup com ninguém menos que o lendário coletivo Underground Resistance e com o não tão lendário She Wants Revenge, tudo graças a alguns singles lançados e seus remixes para artistas como Feist e Klaxons. Quem está ligado nessa leva que vem da terra dos marsupiais conhece também Cut/Copy e Midnight Juggernauts. As duas bandas já tem álbuns lançados (o Cut/Copy está partindo para o segundo, produzido por Tim Goldsworthy, da DFA) e já estão há tempos na mira da imprensa especializada do mundo inteiro graças a sua mistura de sonoridades retrô e influências do electro-rock europeu.



LOST VALENTINOS

Esse quinteto é afilhado da Kitsuné e já deu as caras na terceira compilação do selo francês ao lado de artistas como Digitalism e Boys Noize. Nessa época, eram chamados The Valentinos, mas foram obrigados a mudar de nome por causa da banda de soul Bobby Womack & The Valentinos.

A essência não mudou, e eles continuam fazendo indie rock refogado em picantes linhas de sintetizador, influenciados por "bandas de krautrock como Can e Neu!, o pessoal de Manchester como Happy Mondays e Stone Roses. Também não posso me esquecer que a música eletrônica, os clubes e as drogas fizeram parte importante do que fazemos desde o começo", disse Pat Santamaria, membro da banda, em entrevista ao site Attorney Street.

O último EP dos Lost Valentinos, Miles From Nowhere saiu em agosto pela Kitsuné e tem remixes de algumas faixas da banda feitos pelo Van She, Bang Gang e Knife Machine (projeto de remix encabeçado pelos próprios membros do grupo).



KNIGHTLIFE

O projeto acaba de entrar para o elenco da Cutters e existe há apenas um ano. Seu primeiro EP foi lançado em julho com a faixa "Ambobop", uma verdadeira bomba de sintetizadores e breaks climáticos que começou a circular por blogs de música poucos meses antes. Atualmente ele está abrindo para shows do Cut/Copy e é conhecido também pelos seus remixes para artistas como Cobra Dukes, da Prestel records, e Like Woah!, da Bang Gang.

Para Hoey, "Knightlife é o futuro! Nós cruzamos com o trabalho dele enquanto estávamos gravando em Nova York no começo do ano. Amamos tanto que logo o chamamos e pedimos para lançar seu disco."

A lista aqui poderia ir ainda mais longe, com nomes menores que provavelmente não vão vingar e ficarão fazendo shows em pequenas casas de Sydney ou Melbourne pelo resto da carreira. Mas nem por isso eles não são merecedores de uma conferida.

Como indicação para futuras pesquisas, vale dar uma olhada nos lançamentos do selo Unikron (do Damn Arms) e no Bang Gang (K.I.M, Muscles). Entre os artistas, nomes como Whitenoise - dono de um assinatura barulhenta e maximalista, acaba de lançar sua primeira faixa pelo Gang Bang - e a banda Mercy Arms (outra aposta de Hoey, que disse estar de olho nela também) são referências promissoras que já fazem seus caminhos por blogs e publicações de música.

Fonte: RRAURL
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